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BAAPZ DATABASE

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO EM 29/10/2020

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BAAPZ é o projeto solo de Pedro Baptista, mineiro de 25 anos, baixista da banda shoegaze Alles Club e que agora começa a mostrar sua vertente disco em canções que deveriam tocar durante a madrugada em todas as rádios do Brasil. Seu primeiro single, Viajante do Tempo, parece uma mistura de Daft Punk, King Krule e Renato Russo chapado de Zolpidem. Outra boa definição veio num tweet de precisão cirúrgica: Vento no Litoral (Air Remix). Lançada em 2018 pela Pug Records, a faixa funcionou como uma prévia do EP Remoto (2019) e mostrou que o jovem Baptista tem potencial para ocupar o posto de maior hit-maker de Minas Gerais, desbancando o veterano Filipe Alvim e o garoto prodígio Mafius. Encerrando um ciclo, o single Patético foi lançado em setembro de 2020.

Recomendado para fãs de: Daft Punk, Kassin, King Krule, Clube da Esquina, Séculos Apaixonados, The Smiths, Filipe Alvim, Tom Gangue, Air, Jungle e Marcos Valle.


2019

Remoto foi lançado no dia 14 de agosto de 2019, em mais uma parceria com os conterrâneos da Pug Recs, de Juiz de Fora. Segundo Baptista, o nome foi escolhido pois as letras abordam o tema distância, em relação ao tempo e ao espaço, e também por remeter ao objeto controle remoto, numa alusão à abundância de elementos eletrônicos do EP. Na verdade, a temática é, sobretudo, o amor – e as inevitáveis distorções de tempo e espaço que ocorrem na cabeça de quem está apaixonado. As faixas versam sobre saudade, distâncias continentais que parecem poucos centímetros, a eternidade de uma subida do elevador, ansiedade, nostalgia, e, conectando a temática com os arranjos espaciais, astronomia e teletransporte.

O EP traz o otimismo de quem suspira seu primeiro amor, o balanço de quem tem Discovery, do Daft Punk, como disco favorito e a sinceridade de quem admite ter aprendido muito com a leitura de O Pequeno Príncipe na infância. Há uma sensação constante de flutuamento, como se todas as cinco faixas estivessem sob o efeito de uma gravidade mais branda. Futurismo à paisana. Ao longo de 18 minutos, Baptista não aterrissa os dois pés no chão e, enquanto canta, transmite a imagem de alguém vestido de pijama a bordo de uma espaçonave – ou talvez a de um astronauta solitário em seu apartamento. Percebe-se, então, mais uma conotação com o controle remoto, utensílio tecnológico e, ao mesmo tempo, muito atrelado ao cotidiano doméstico.

Expoente de uma geração que consome músicas através de playlists, Baptista tem uma lista extensa e difusa de influências em sua carreira solo. Entre os brasileiros, aponta Kassin, as ambiências etéreas da Alles Club, Marcos Valle e, na constelação do Clube da Esquina, destaca as melodias de Beto Guedes e o lado mais experimental de Lô­­ Borges. Entre os gringos, Vangelis, Michael Jackson, The Smiths, Parcels, Jungle, Toro y Moi, além dos já citados Daft Punk e King Krule, são algumas das inspirações.

Para mais informações dessa fase, leia o press release e confira os créditos detalhados em baapz.bandcamp.com


2020

Patético é uma sobra de Remoto. A faixa ficou de fora para evitar uma competição com Nervoso pelo posto de hit sob medida para fãs de Daft Punk, além de destoar da temática que amarrava as demais faixas, que versam sobre as distorções no tempo e no espaço que só o amor é capaz de causar. E, por fim, os executivos da Pug Records estavam receosos de encerrar um EP tão bonito com o xingamento VAI TOMAR NO CU. Um ano depois, Patético recebeu o merecido destaque no formato single, marcando o término da primeira fase do BAAPZ, que tem trabalhado em seu primeiro álbum. A letra é universal. Todo mundo conhece pelo menos meia dúzia de seres humanos que se enquadram no tipo de gente descrita nos versos — trata-se de uma espécie disseminada por todos os continentes, mas que parece brotar com maior frequência em Juiz de Fora, interior de Minas Gerais.

Remoto e Patético foram gravado por Pedro Baptista entre 2018 e 2019 no homestudio MIXIRICA. Ele tocou todos os instrumentos, exceto as baterias, fez uma pré-mix no GarageBand e depois passou a bola para André Medeiros, que finalizou a mixagem e masterizou. Além da Alles Club, Baptista também toca na Macintushie, que lançou um EP pelo midsummer madness, e tem encarado a missão de produzir discos de outros artistas.


Links

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Recortes de outros sites

Júlio Black (Jornal Tribuna de Minas): “O baixista da Alles Club aproveita o período de recesso dos mestres jedi do shoegaze juiz-forano para apresentar o primeiro EP de seu projeto solo, o retrô-futurista-tudo-ao-mesmo-tempo-agora BAAPZ (…) Remoto é futurista, contemporâneo e retrô em diversas camadas. Um encontro entre o pop eletrônico dos anos 80, Clube da Esquina, Marcos Valle, Daft Punk, The Smiths e Michael Jackson.”


Texto por Eduardo Bento. O autor é único responsável pelo conteúdo. Qualquer reprodução/adaptação deve citar o DATABASE.FM como fonte. Primeira postagem em 15 de agosto de 2018.