#curso-de-bateria

Para o desespero da Anatel, nossa metodologia consiste em disponibilizar vídeo-aulas que podem ser assistidas quantas vezes forem necessárias até que o internauta assimile as batidas por osmose. O curso é gratuito e tem como professora emérita a excelentíssima Maureen Tucker, que, nos anos 60, quando integrava o Velvet Underground, reinventou o instrumento com sua pegada minimalista, privilegiando senso estético e feeling em detrimento da técnica. Graças ao estilo primitivo e refinado de Moe, coordenação motora deixou de ser um pré-requisito para o cargo de baterista.

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PENS – Freddie

Esse hit do PENS é conduzido por uma bateria que pode ser tocada por qualquer homem ou mulher da espécie Neandertal. Repare que o segredo está na CONCENTRAÇÃO – durante dois minutos, a baterista abdica de beber um drink, acender um cigarro ou mexer no celular. Tocar em pé sempre dá uma aura punk, mas o banquinho pode ser uma boa ideia para quem já passou dos 30 ou tem histórico de lordose/escoliose.

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Diploma de Baterista Amador

Atendendo a pedido dos alunos, estamos disponibilizando um certificado em PDF que é emitido automaticamente pelo Google Analytics assim que são contabilizadas 2 horas de permanência na página do Curso Online de Bateria. O cálculo desse tempo de acesso considera apenas as visitas de internautas que utilizam desktop ou notebook com sistema operacional Windows. Para evitar fraudes, o sistema está em constante aprimoramento e devidamente programado para exportar apenas um diploma por IP. A primeira versão do certificado é provisória, mas basta o aluno ficar 12 meses sem chegar perto de um bongô, sem sentar em um cajon e sem participar de jam sessions para receber a versão definitiva em 300 dpi. Atenção: mesmo quando impresso numa jato de tinta, esse PDF não substitui a carteirinha da OMB.

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Recado da Coordenação

Nas próximas três aulas, vamos utilizar vídeos de uma session do Tomorrows Tulips para falar sobre a customização dos pratos e tambores. Trata-se de um tema importantíssimo em nossa grade curricular, tendo em vista que a personalização contribui tanto para o impacto visual quanto para o tratamento acústico destas que são consideradas as ferramentas de trabalho do baterista.

Para quem não sabe, Tomorrows Tulips é uma dupla formada por Alex Knost e Ford Archbold em 2009 na cidade de Costa Nova, litoral da Califórnia, quase fronteira com o México. Com três ótimos discos e meia dúzia de EPs lançados, a banda tem como influências mais perceptíveis Galaxie 500, Beat Happening, John Lennon, Spaceman 3, Further e Velvet Underground. O vídeo acima tem uma sonoridade bem Beat Happening, enquanto as imagens são um remake do clipe de Gimme Indie Fox – canção do Further em resposta a uma de nome parecido do Sebadoh.

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Tomorrows Tulips – Flowers on The Wall

Esta dica vale para shows, ensaios e gravações: deve-se abafar a caixa com um pedaço de pano para amenizar sua “ressonância” – termo que os audiófilos criaram para definir aquela frequência sonora desagradável que ecoa após uma batucada no tarol. Para sua bateria não soar como uma fanfarra, basta encobrir a superfície da caixa com um pijama velho, perfex ou pano de prato limpo. Um abafamento completo como o retratado no vídeo pode ser obtido com o uso de uma camisa de flanela da época em que você era grunge de porta de shopping.

Atenção: Uma das lições implícitas nessa aula é que para fazer um som ~brisado~ não é necessário torrar toda a mesada do seu pai numa superprodução com camadas e mais camadas de virtuosismo. A cena independente está infestada de gente derretida e fritada que nunca tem um baseado para botar na roda. Não entre para esse time. Envie o vídeo acima para aquele amigo místico que pensa estar criando um som cósmico, mas na verdade parece Hermes e Renato parodiando os Boogarins.

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Tomorrows Tulips – Casual Hopelessness

Finalmente, chegou a hora de mandar um job para aquele amigo GRAFITEIRO. Se você almeja um visual mais exclusivo, peça pro seu brother dar aquela jeteada que vai botar um ponto final na vida útil do prato. Na situação específica do vídeo, a técnica funcionou, evitando que o som do prato ficasse em evidência; ainda assim, tal procedimento não é uma unanimidade entre o corpo docente do database.fm, que prefere customizações reversíveis. Escolas mais eruditas pedem que o baterista dose a força de suas batidas, mas considerando que você não tem autocontrole nem para parar de fumar, sabemos que seria pedir demais. Além disso, este é um curso para amadores, gente que toca com o coração na ponta da baqueta, descendo a mão sem medo de ser feliz. Uma opção de abafamento reversível muito útil em ensaios dentro de apartamentos é colar pedaços de fita crepe na superfície do prato.

Atenção: Tomorrows Tulips é bem melhor do que Glitterbust, dupla de guitarras sem foco de Alex Knost e Kim Gordon que lançou um disco pela Burger em 2016. Não fique embirrado com o Tomorrows Tulips por conta desse projeto paralelo que é apenas uma nota de rodapé na discografia de ambos.

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Tomorrows Tulips – Free

Toda e qualquer atitude é plenamente justificável se tem por finalidade impedir que sua banda seja alvo de comparações com o Oasis. Caso o vocalista insista e sacudir uma meia-lua enquanto canta, seja rude e fixe-a no tambor do surdo com o auxílio de uma silvertape. Essa customização vai dar uma preenchida no som que deixará os ouvintes intrigados.

Atenção: Free é nitidamente inspirada em I’m Set Free, canção do Velvet Underground que será tema de uma de nossas próximas aulas. Curta a fan page para ser informado quanto às novas atividades do curso.

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